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Bem Vindo ao Notícias Virtuais - 29 de Maio de 2022 - São 01:35Horas

Política

MPF convoca audiência pública mas não convida os maiores interessados

CONTAMINAÇÃO DO TAPAJÓS | 13/05/2022 10h 05min

No próximo dia 20 será realizada uma audiência pública para discutir os possíveis impactos que a bacia do Tapajós, no rio Tapajós teve contaminação por mercúrio, causando grande repercussão no estado.

A audiência será organizada pelo Ministério Público Federal e acontecerá em Santarém (PA). Na oportunidade irão deliberar sobre a criação de um fórum de discussão sobre essa suposta contaminação do rio Tapajós.

O evento ocorrerá a partir das 14 horas, no auditório Wilson Fonseca, na unidade Rondon da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

Segundo o MPF diversos estudos técnicos, feitos pela Fundação Oswaldo Cruz  e pela Ufopa, apontaram grave estado de contaminação por mercúrio, os quais seriam responsáveis indígenas da etnia Munduruku, habitantes da bacia ao longo do município de Jacareacanga.

Segundo o MPF, serão apresentados detalhes dos resultados encontrados nas pesquisas, segundo quais, níveis de mercúrio acima de limites seguros foram detectados em 57,9% a 99,09% dos indígenas avaliados. Um dos estudos verificou que 72,72% dos examinados relataram algum sinal ou sintoma sistêmico de contaminação, dentre os quais 87,5% eram de origem neurológica.

A análise dos peixes indicou que não há dúvidas que os indígenas ingerem pescado contaminado por mercúrio em concentrações muito acima dos limites reconhecidos internacionalmente como seguros.

Estão sendo convidados a compor a mesa representantes de instituições como o Ministério Público do Estado do Pará, Ufopa, Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Santarém, Projeto Saúde e Alegria, Sociedade para Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente, Grupo de Defesa da Amazônia, Movimento dos Pescadores do Baixo Amazonas, Movimento Tapajós Vivo, Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns, Comissão Pastoral dos Pescadores da Arquidiocese de Santarém, WWF Brasil, Pastorais Sociais da Arquidiocese de Santarém, entre outros.

A maior incoerência é que os afetados e possíveis responsáveis pela contaminação não foram convidados para darem sua posição sobre o ocorrido, pois segundo informações, ninguém da etnia Mundurukú ou políticos do município de Jacareacanga ou até mesmo de Itaituba foram convidados para o evento.

Fonte:   DA REDAÇÃO