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Política

Deputado compara Taques a Bolsonaro, diz que a onda é bater no tucano e defende manter aliança

ALIANÇA | 12/03/2018 08h 27min

O deputado estadual Pedro Satélite (PSD) saiu em defesa do governador Pedro Taques (PSDB) em relação às críticas ao seu governo. Compara que falar mal do gestor está na moda, como fazer comentários sobre o deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (RJ). “São ondas que pegam, ondas como as do Bolsonaro. Coisa mais fácil é falar do Bolsonaro. Mas a onda do momento agora é bater no Pedro Taques”, defende o social-democrata em visita à sede do .

O deputado critica ainda a postura do correligionário e presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM) Neurilan Fraga, que encabeça o grupo que defende a ruptura do PSD com o governo estadual. “Acha que o caminho mais fácil para se eleger é fazendo oposição ao governador”, disse o parlamentar, referindo-se a pré-candidatura de Neurilan à Câmara Federal.

Apesar de defender a manutenção da sigla na base, Satélite admite que não há uma definição sacramentada sobre a permanência da legenda. Mas, pondera que a maioria dos deputados é favorável que a sigla caminhe na disputa pela reeleição do governador. “Isso não quer dizer que tem que ser cumprido”.


O presidente estadual do PSD e vice-governador Carlos Fávaro se colocou à disposição para articular pré-candidatura ao Senado, após desistência do ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP). Apesar de Fávaro afirmar que vai trabalhar pela união do grupo, tem tecido críticas ao governador nas últimas peregrinações pelo interior.

Para o parlamentar, o cenário da eleição de outubro é de muito blefe, uma vez que precisa aguardar até 7 de abril, quando fecha a janela partidária e pretensos candidatos precisam estar filiados às siglas. Já as definições de coligações e reais candidatos serão definidos após as convenções em agosto.

Efeito-delações

Tanto no cenário estadual como federal será a primeira eleição após escândalos virem à tona como o da Lava Jato, envolvendo políticos, e acerca da delação do ex-governador Silval Barbosa, que acusa pagamentos de propina a autoridades. “É uma eleição atípica de todas as outras que eu participei. É controversa”, sustenta.

Satélite acredita no bom senso do eleitor para escolher seus candidatos. Defende que os políticos velhos, ultrapassados e com desgaste por corrupção devem ser retirados da política. No entanto, sustenta que os experientes e que tenham ficha limpa permaneçam. 

O deputado aparece na lista, contida na delação de Silval, como recebedor de “mensalinho” da Assembleia. Satélite rebate a acusação dizendo que nunca foi chamado para depor pelas autoridades. “Duvido que Silval me ajudaria, sempre fui ferrenho na gestão dele. Eramos iguais ao deputado estadual Zeca Viana (PDT) e Taques  - adversários. Nunca pactuei com nada”, defende.

Fonte:   Rd News