Bem Vindo ao Notícias Virtuais - 17 de Julho de 2018 - São 05:12Horas

Política

Dóia revela que foi vítima de tentativa de extorsão para não ser denunciado ao MPF

OPERAÇÃO | 12/03/2018 08h 38min

Antes de firmar acordo de colaboração premiada (delação) com o Ministério Público Estadual, o ex-presidente do Detran-MT, Teodoro Moreira Lopes, o Dóia, chegou a negar a veracidade das denúncias de irregularidade na autarquia e a afirmar ter sido vítima de tentativa de extorsão de um homem ligado ao deputado estadual Mauro Savi (PSB).

As declarações foram feitas em depoimento prestado ao procurador da República Douglas Santos Araújo, em 30 de maio de 2011. Na época, o Ministério Público Federal havia recebido um série de denúncias de crimes cometidos no Detran, liderados por Dóia.

A investigação, no entanto, foi encaminhada ao MPE, em 2012, pois tratava de questões que não poderiam ser investigadas pelo órgão federal. O inquérito do MPF colaborou para a abertura da investigação por parte da Defaz, resultando na deflagração da Operação Bereré, em 19 de fevereiro deste ano.

No depoimento, Dóia diz que a denúncia de inúmeras irregularidades que estariam ocorrendo no Detran eram mentirosas. A acusação apontava a existência de empresas em nome de “laranjas”, mas de propriedade do então presidente da autarquia. Tais empresas seriam responsáveis pela realização de vistorias, pagamento de diárias e passagens aéreas ilegais, terceirização indevida de mão de obra, corrupção e outros crimes.

Além disso, declarou que no final de 2010 e início de 2011 recebeu em sua sala um conhecido de nome Ronaldo, que tinha ligação política com Savi. Na reunião, ele teria cobrado R$ 200 mil de Dóia, para que as denúncias não fossem feitas.

O ex-presidente do Detran diz que não cedeu à tentativa de extorsão. Em fevereiro de 2011, no entanto, Ronaldo teria voltado em sua sala e dito que a denúncia já havia sido feita, chegando a mostrar uma foto do protocolo no celular. Dóia se colocou à disposição da investigação.

“Mensalão”

A denúncia encaminhada ao MPF já citava o nome da empresa FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação de Documentos Ltda. - atual EIG Mercados Ltda., ponto chave da operação deflagrada na última semana.

Conforme a acusação, a maior fonte de renda de Dóia era tal empresa, que tinha o apelido de “Financiando Dóia Ltda.”. O ex-presidente da autarquia, ao favorecer a entrada da referida empresa no Estado, teria recebido cerca de R$ 20 milhões, alem de um mensalão.

“Tal empresa somente envia um e-mail registrando contratos de financiamentos e cobra de R$ 170 a R$ 400, faturando cerca de R$ 10 milhões ao mês”, diz trecho da denúncia.

Bereré

De acordo com o MPE, o esquema de fraude em licitação e pagamento de propina no Detran foi definido em uma reunião no gabinete de Savi, que detinha grande poder de influência na autarquia. Nela, ficou acertado direcionamento da licitação para que a FDL fosse contratada, além do esquema de pagamento de propina para a organização criminosa, liderada por Savi, Dóia, o presidente da Assembleia Eduardo Botelho (PSB), o ex-governador Silval Barbosa (sem partido) e o ex-deputado federal Pedro Henry.

Para a operacionalização do esquema e tentativa de “lavar” o dinheiro oriundo da autarquia, a empresa de fachada Santos Treinamento, na qual Botelho foi sócio, foi criada e contratada pela FDL.

Fonte:   Rd News

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