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O que ele sabe fazer é ameaçar pessoas, mas a mim ele não assusta, dispara Pivetta sobre Taques

política | 13/04/2018 22h 47min

A novela do rompimento entre o governador Pedro Taques (PSDB) e o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT), ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (12). Depois de mandar Pivetta ler o Salmo 91, Taques afirmou que irá revelar durante a reeleição, caso seja candidato, o porquê do afastamento dos dois. Pivetta, por sua vez, disse queTaques estaria tentando lhe assustar e garantiu que não guarda rancor, apenas não concorda com a atual gestão.

“Vocês verão que em pouco tempo todos os ex-companheiros que confiaram nele estarão reunidos em um bloco contra ele. É o que ele sabe fazer, é ameaçar pessoas, é ganhar no grito, é assustar as pessoas. A mim ele não assusta. Eu conheço ele bem e, quem me conhece, sabe que eu nunca pratiquei fisiologismo, nunca pedi favor ao Estado. O que ele quer dizer com isso só ele sabe, eu não me sinto ameaçado, tenho tranquilidade. Ele está escolhendo o tom que vai dar para a campanha”, declarou Pivetta, para a reportagem do Olhar Direto.


Pivetta foi responsável por coordenar a campanha e a transição do Governo Pedro Taques, em 2014. Em 2016, quando o empresário tentou reeleição em Lucas do Rio Verde, o governador decidiu apoiar Luiz Binotti (PSD), a pedido do ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD). A “traição”, além de divergências relacionadas à própria gestão, pôs fim a aliança entre Pivetta e o chefe do Executivo.

O curioso foi que, três anos depois, Fávaro também se afastou do governador e constrói agora uma pré-candidatura ao lado de Pivetta, no grupo que se intitula “um novo projeto” para o Estado e que já declarou abertamente que está unindo forças para tirar o atual governador do Paiaguás.

As conversas reúnem as siglas do PDT, Democratas, PR, PSD, PTB, PRB, PHS, PCdoB, PP e PROS. O grupo aposta no ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM), como cabeça da chapa majoritária. Mas ainda conta com Jayme Campos (DEM), Carlos Fávaro, Wellington Fagundes (PR) e até mesmo o próprio Pivetta como “plano B”.

No mês passado, Taques sugeriu que Pivetta guardasse algum tipo de mágoa e afirmou, ainda, que os dois na verdade nunca foram aliados. “Eu não posso perder o que nunca tive”, respondeu, ao ser perguntado sobre como se sentia por perder o apoio de Pivetta. “Eu me lembro do salmo 91. As pessoas precisam afastar a escuridão do coração, a mágoa, e ler o salmo 91”, continuou referindo-se às críticas feitas à sua gestão.

Nesta semana, em entrevista à TV Vila Real, Taques falou mais uma vez sobre o assunto. “Porque uma parte da classe política não gosta do governador Pedro Taques? Essa pergunta o cidadão tem que fazer! Porque eu não faço esquemas, não faço joguinhos, eu administro o Estado focado, sou o governador e vou governar”, disparou.

Questionado sobre as últimas declarações do governador a seu respeito, Pivetta garantiu que não guarda remorsos e que sua insatisfação se restringe à atuação de Taques no Executivo.
“Eu acho que essa é uma arma que ele usou a vida inteira, tentando amedrontar as pessoas. A pessoa quando não tem coragem, quando é medroso, costuma querer ganhar no grito. O que eu sei é que ele está fazendo um péssimo Governo e é por isso, simplesmente por isso, que nós estamos organizando outro grupo. Não tem ódio, não tem rancor dele. Mato Grosso perdeu muito com esse mandato, Mato Grosso está tendo prejuízo. A sociedade está perdendo muito e é por isso que vamos nos mobilizar”, concluiu.

Fonte:   olhar direto - Érika Oliveira