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MP denuncia Maloufs em venda para Piran

Polícia | 13/04/2018 23h 10min

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou os empresários José Charbel Malouf, o Zezo, e José Mikhael Maluf Neto, pai e filho respectivamente, por estelionato e falsificação ideológica, por uma venda de um apartamento no valor de R$ 1 milhão para Valdir Agostinho Piran Júnior, filho do empresário Valdir Piran, que já havia sido vendido a um terceiro. 

De acordo com a denúncia, Zezo e Mikhae Malouf, prometeram a venda de apartamento da Imobiliária e Construtora São José Ltda, para Piran Júnior em janeiro de 2017. 

"Os denunciados José Charbel Malouf e José Mikhael Maluf Neto, em concurso de pessoas, obtiveram, para si ou para outrem, vantagem ilícita, consistente no valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) em prejuízo alheio, induzindo a vítima Valdir Agostinho Piran Júnior em erro, mediante promessa de compra e venda de coisa própria inalienável, eis que já comercializada com terceiros", diz trecho da denúncia assinada pela promotora de Justiça, Marcelle Rodrigues da Costa e Faria, no dia 21 de março deste ano. 

A denúncia ainda diz que pai e filho, juntamente Veresuka Olavarria de Pinheiro Araújo, também denunciada, falsificaram um selo público e um contrato de compra e vendam com assinaturas falsificadas. 

O apartamento do Edíficio Arthé, já estava em propriedade de Jorge Yamamoto e Florice Peres Yamamoto. 

"Ressalta-se que, o valor de um milhão de reais, foi dado em pagamento pela vítima Valdir em valores em espécie, entregues diretamente para o denunciado José Mikael, conforme demonstrado pela foto", diz outro trecho da denúncia. 

O Ministério Público pediu a aplicação das penas previstas para os delitos de estelionato, falsidade ideológica e falsificação de selo para pai e filho. O crime de estelionato é apenado com reclusão, de uma a 5 anos. O delito de falsidade ideológica é de reclusão, de um a 5 anos e multa. Já o crime de falsificação de selo tem a pena de 2 a 6 anos e multa. 

A denúncia foi encaminhada para a juíza da 8ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Maria Rose de Meira Borba. O MPE também solicita que a cópia dos autos, sejam enviadas para a 7ª Vara Criminal de Cuiabá. 

HISTÓRICO - A denúncia é mais um episódio envolvendo as duas famílias da alta sociedade cuiabana. No ano passado, a empresária Aline Camila Piran, 30, ficou ferida nos lábios, depois de ser atingida por um soco, desferido por Zezo. 

A agressão ocorreu dentro das dependências do Goiabeiras Shopping, quando a empresária e o namorado, Amir Antônio Maluf, 31, que também configura como vítima no registro, se depararam com "Zezo" e a esposa dele, no elevador. 

Houve discussão verbal e a empresária alegou que foi "esmurrada" e chegou a perder os sentidos após soco de "Zezo". Desavença seria motivada por desacordo comercial entre as famílias. Ainda segundo a empresária, ela foi ameaçada de morte. 

A fato ocorreu por conta de uma ação judicial impetrada por Mikael Maluf e Zezo Malouf, donos da Imobiliária e Construtora São José, contra a empresa FLP Assessoria e Consultoria Eirelli ME, da família Piran. 

Os donos da São José afirmam que buscaram junto a Fernando Luiz Piran o empréstimo de R$ 2 milhões, motivo pelo qual tiveram que emitir 15 notas promissórias no valor de R$ 211 mil cada, que totalizam R$ 3,1 milhões. Além disso, o dono de factoring também teria exigido como garantia oito apartamentos no Edifício Residencial New Avenue, no bairro Jardim Tropical, em Cuiabá, avaliadas em R$ 4,2 milhões. 

Mikhael e Zezo também processam a família Piran em várias ações judiciais na Justiça. 

OUTRO LADO - Os empresários José Charbel Malouf, José Mikhael Malouf Neto negam veementemente as imputações formuladas na denúncia, que sequer foi recebida. Caso esta venha ser recebida, assim que aberto o contraditório e a ampla defesa, os empresários demonstrarão, em juízo, a total improcedência das acusações. 

Fonte:   Diário de Cuiabá