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Estado

Taques diz que influência sobre MPE e TJMT é “conversa fiada”

Política | 03/05/2018 22h 50min

O governador Pedro Taques (PSDB) rebateu, nesta quinta-feira (3), declarações do ex-presidente da Ager, Eduardo Moura, dando conta de que poderia ter sido vítima de uma represália por parte do tucano.

 

No último dia 25, um dia após assinar uma carta contra a reeleição de Taques, Moura foi alvo de mandado de busca e apreensão da operação Rota Final, da Delegacia Fazendária (Defaz), que apura fraudes em concessões do sistema intermunicipal de transporte do Estado.

 

Naquela ocasião, Moura disse: “Se é reflexo da carta, não sei, mas é o estilo Pedro Taques de fazer política. Não estou dizendo que foi ele, não posso acusar [...]  É tão recente que me custa crer que seja. Mas não me espantaria se fosse”.

 

De forma incisiva e visivelmente irritado, Taques classificou as declarações como “lenga-lenga” e “conversa fiada”.

 

“Só se eu fosse Bidu, Walter Mercado, Mãe Diná, Professor King para adivinhar o que o Ministério Público Estadual faz. Imagina se eu teria condições de mover o Naco (Núcleo de Ações de Competência Originárias). Imagine se eu tivesse o poder de mover desembargadores do TJ, isso é conversa fiada”, afirmou o governador.

 

“Desde que sou procurador da República esse tipo de insinuação existe. Por que não acusa a quem determinou a prisão? Tem que parar com essa lenga-lenga”, acrescentou Taques.

 

Sem ingerência

 

Segundo o MPE, Eduardo Moura, que assumiu a presidência da Ager em julho de 2016, teria usado a autarquia para fortalecer os interesses dos empresários que operam de forma precária o transporte coletivo no Estado.

 

O governador Pedro Taques, no entanto, disse que Moura nunca fez “qualquer tipo de ingerência” que pudesse favorecer as empresas.

 

“Comigo, não. Em nome da verdade, o Eduardo Moura, ao menos comigo, não teve nenhuma ingerência em relação essa investigação. Quero dizer que as investigações vão prosseguir e eu confio nas instituições”.

 

Taques afirmou ainda que nos próximos dias irá encaminhar para avaliação da Assembleia Legislativa o nome do próximo presidente da Ager.

 

Em razão de ser uma agência reguladora, a escolha do Executivo para comandar a autarquia precisa de aprovação do parlamento.

 

Fonte:   Midia News - CAMILA RIBEIRO E DOUGLAS TRIELLI

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