Bem Vindo ao Notícias Virtuais - 15 de Novembro de 2018 - São 15:38Horas

Estado

Prefeitura se une a organizações da Sociedade Civil para tirar projetos dos 300 anos do papel

Política cultural | 19/04/2018 23h 31min

Com o intuito de aproximar e ouvir a sociedade, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Extraordinária dos 300 anos, lançou no início da tarde desta quinta-feira (18) o ‘Comitê dos 300 anos’. No evento, que aconteceu no Palácio Alencastro, representantes de diversas associações da cidade assinaram uma ata, e se comprometeram a colaborar com ideias, projetos e fiscalização de todos os projetos para o aniversário da capital.

“Isso não é tarefa só da Prefeitura só ou do Governo do Estado. É tarefa de todos nós que vamos viver esse momento único, esse momento histórico e esse momento emblemático nas nossas vidas e na vida da nossa belíssima cidade. Então é necessário que todos participem, dêem a sua contribuição, todos sejam ouvidos para que possamos fazer um evento, período, uma festa, um momento inesquecível para Cuiabá e para nossa gente”, afirmou o prefeito Emanuel Pinheiro. Segundo Junior Leite, secretário extraordinário dos 300 anos, todas as associações foram convidadas a participar. Cada uma, indicou duas pessoas para integrar a Comissão, que será dividida em câmaras temáticas. “Essas câmaras temáticas estarão divididas em temas diferentes, como por exemplo, cultura, então vai ter a câmara temática na área da cultura. Todas as ações que foram feitas pela Secretaria dos 300 anos na área da cultura, esse comitê estará envolvido, e estará ajudando a fazer as contratações, ou mesmo a discussão destes projetos. Na área de infraestrutura, como tem os viadutos e mobilidade urbana, teremos também a câmara temática nessa área”, explica.

Dentre as associações participantes, estão, por exemplo, a ‘União Coxiponense de Associação de Moradores’ (UCAM), a Câmara dos Dirigentes Logistas (CDL), a Associação de Siriri Flor do Atalaia, a Associação dos Espíritas Umbandistas do estado de Mato Grosso (Asumat), a Associação dos Blocos Carnavalescos de Cuiabá (Abloc), a Academia Mato-Grossense de Letras (AML), e muitas outras.

“Quando o prefeito Emanuel Pinheiro determinou que fizéssemos a inclusão da sociedade dentro desse processo, a melhor forma que encontramos foi convidar as entidades representativas, as associações de bairros, associações culturais, do meio turístico, enfim, todas as entidades representativas, e todas elas foram convidadas. Evidentemente que pode ter nos escapado algumas, em virtude de serem muitas, mas a todo momento o Comitê dos 300 anos estará aberto para a inclusão de novos representantes e novas entidades”, complementou o secretário.

Para Cleomance Saldanha, presidente da ABLOC, mais conhecida como Pretinha, essa aproximação com a Prefeitura será benéfica. “Eu acho que unindo todo mundo, vários segmentos, é que se produz alguma coisa para homenagear Cuiabá em seus 300 anos”, afirmou.

De acordo com Nilse Santana, presidente da Asumat, este foi o segundo encontro promovido entre as associações e a secretaria. “Nós fomos convidadas para, a partir deste momento, formalizar esse projeto e saber qual será nossa participação, nossa colaboração. Estamos aqui para somar”. Nilse lembra que a Associação dos Espíritas Umbandistas chegou a participar de alguns eventos, mas somente na gestão do ex-prefeito Roberto França.

Pretinha completou afirmando que espera que a aproximação tenha como consequência a melhora do carnaval para os blocos. “Esse ano foi um carnaval improvisado, não contentou a maioria dos associados a Abloc. Ficou faltando muita coisa, precisamos ser mais valorizados. Eu acredito que agora, com essa secretaria dos 300 anos, o carnaval de 2019 vai ser bem melhor. Vamos ser mais ouvidos”, afirmou.

Sebastião Carlos Gomes de Carvalho, atual presidente da Academia Mato-Grossense de Letras, também esteve no local. Segundo ele, a Academia está abandonada pelo poder público há 50 anos, vivendo somente das anuidades, e por isso se faz necessária a aproximação. “Essa é uma das razões pelas quais estou aqui hoje, nos esforçando para nos aproximar da Prefeitura”, disse. “Já estivemos com o Prefeito inclusive traçando alguns planos pra levar um concurso literário para as escolas, um plano de publicação de livros, enfim”.

Após sofrer mais de vinte furtos e alguns associados chegarem até a cogitar a mudança da instituição de cidade, a AML está à míngua. “De um modo geral, a cultura é a irmã pobre de qualquer iniciativa governamental, e a academia, que até a década de 50 recebia apoio oficial, deixou de receber formalmente esse tipo de apoio. Vem se mantendo a duras penas pelo simples fato de gostarmos da cultura, de realização cultural, um verdadeiro trabalho de idealismo que se faz, porque o único recurso que temos nesse momento é o pagamento das anuidades, que é insuficiente, claro. Porque o espírito é maior que as necessidades físicas e materiais”.

Para além da análise das dificuldades, o secretário dos 300 anos garantiu que grande parte dos projetos apresentados em agosto de 2017 já saíram do papel. Segundo Junior, a torre dos 300 anos, com um restaurante giratório no topo, e o ‘Memorial dos 300 anos’, com a cápsula do tempo, já está em fase de projeto. Ela será no Morro da Luz, que também será revitalizado.

Soma-se a isso a revitalização do centro histórico, incluindo a Praça Alencastro, Praça Ipiranga, Praça Senhor dos Passos, Beco do Candeeiro, Praça da Mandioca, dentre outras. O prefeito chegou a lembrar que vai dar desconto no Imposto Sobre Serviços (ISS) para faculdades que queiram se instalar no centro da cidade, com o intuito de transformá-lo em um reduto vivo – ou, como prefere chamar, em uma ‘Times Square Cuiabana’.

Na tarde desta quinta-feira (19), foi lançado outro projeto, o chamado ‘Conheça sua Rua’, em que serão instalados, nas principais ruas de Cuiabá, totens com explicações sobre quem foi a personalidade que deu nome àquele local. Este projeto será pago por patrocinadores.

Todos os projetos, juntos, custarão cerca de R$400 milhões, e os recursos virão de emendas parlamentares, estaduais, federais, recursos diretos ou financiamentos privados.

Fonte:   Olhar direto - Isabela Mercuri