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Estado

MT debate investimento de US$ 12 bi em logística multimodal para saída rumo ao Pacífico

Logística | 01/05/2018 15h 54min

Quando 2040 chegar, Mato Grosso terá praticamente dobrado sua produção de grãos e o mundo estará perto de chegar a nove bilhões de habitantes. E para escoar mais de 470 milhões de toneladas de grãos a logística em transporte deverá avançar com a mesma velocidade e potência, tendo como principal rumo Oceano Pacífico, chegando aos portos do Peru e do Chile.
 
Para atingir o Oceano Pacífico, por ferrovia e rodovia, são necessários aproximadamente US$ 12 bilhões, em investimentos. Anfitrião do evento, o governador Pedro Taques (PSDB) observou a necessidade de priorizar o diálogo e o comércio, com a região central da América do Sul.

E é para fomentar a discussão de forma que Mato Grosso não chegue a 2040 discutindo temas que se iniciaram na década de 1980 é que a Desenvolve MT (antiga MT Fomento) realizou nesta quinta-feira (26), no Salão Garcia Neto do Palácio Paiaguás, o Seminário ‘Logística Intermodal de Escoamento pelo Pacífico’.
 
Alguns dos principais estudiosos do tema participaram dos debates, com propostas de continuidade de discussões na busca de soluções, como o doutor Alberto Ruibal, da Logística Comercial Global; os professores Alfredo da Mota Menezes e Luiz Miguel Miranda, da Universidade Federal de Mato Grosso, entre outros.
 
O presidente da Desenvolve MT, José Adolpho Avelino Vieira, destacou que o essencial é fomentar o debate e não deixar o tema esfriar. O escoamento pela rota Mato Grosso – Bolívia – Peru – Pacífico é um desafio que tem sido colocado desde a primeira metade do século passado.
 
“A saída via ferrovia para os grandes portos do Pacífico, poderemos chegar aos navios que transportam até 360 mil toneladas, com facilidade de chegarmos à Ásia, principalmente Índia e China. Nós queremos colocar uma pimenta, neste debate”, citou José Adolpho  Vieira.
 
Já o doutor Alberto Ruibal entende que o principal empecilho – a Cordilheira dos Andes – já pode ser vencida, sem maiores problemas, com as técnicas e tecnologias da atualidade. “A tecnologia moderna permite cruzar zonas montanhosas muitos difíceis, com túneis e viadutos. O problema é a disponibilidade de recursos financeiros e não a tecnologia”, citou Ruibal.

Fonte:   Olhar direto - Ronaldo Pacheco

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